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domenica, aprile 06, 2008

Dor de Dente e Dor de Alma


2007.02.26
Hoje Marina teve uma dorzinha de barriga. Isso me fez pensar nas dores que temos que enfrentar nesta vida. Por muitos anos tive como fiel companheira uma queimação no estômago que ninguém conseguia eliminar, até que um dia dois cientistas lá longe na Austrália, Robin Warren e Barry Marshall, descobriram a marvada heicobacter pylori. Assim, quando já tinha-me acostumado com a idéia de ter que conviver com aquela incômoda hóspede, fiz o novo tratamento e nunca mais tive notícias daquela famigerada gastrite. Outras dores mais agudas como dor de dente, dor de ouvido ou aquela dor que alguns adolescentes acabam contraindo por andar com más companhias, todas elas vieram e passaram com ajuda da santa medicina. Mas as dores mais doídas, aquelas que fazem a gente enlouquecer, são as dores da alma. Um amor traído ou não correspondido, uma injustiça sofrida, uma calúnia, um sentimento de culpa, a perda repentina de um familiar ou ainda pior que isso tudo é testemunhar impotente o sofrimento de uma pessoa querida. Pra estes males não há remédio senão o passar do Tempo, ou a força interior que vem de algum lugar misterioso. O único tratamento que, na minha experiência, pôde aliviar um pouquinho estas dores da alma foi uma overdose de amor ministrada pelas pessoas queridas. Então começaram chover imagens de pessoas que amo e que alguma vez remediaram a minha dor: Adolpho, Guto, Nenê, Baixinho, Gi, Marina, Gilfredo, Bosco, Fernando, Marco - 52, Tony, Chico, Paola, João de Deus, Dauro, Gianluca, Erik, Hilde, Maitè, Fred, Moisés, ZéK, Ambrósio, Fábio, Rita, Alípio e aí a chuva virou temporal e o açude começou sangrar de alegria e foi festa grande no sertão do meu coração vagabundo.